terça-feira, 23 de maio de 2017

As duas faces de Álvaro da Costa Mello



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Ao andar pelas ruas de Bonsucesso e ramos vemos alguns prédios em azul e branco, e o mas alto deles com o nome Álvaro da Costa Mello. Então a curiosidade bate  logo e logo nos perguntamos, a pessoa foi muito importante, a ponto de ter um prédio com seu nome( na verdade são dois prédios) e um busto em sua homenagem  feito pelo a pedido do Unibanco em Bonsucesso.
Álvaro era um português que, como muitos outros, chegou ao Brasil para tentar vencer  no mundo dos negócios, mas sua história começa no dia de seu nascimento, dia 12 de junho de 1905 no lugarejo de Infias na Serra Estrela.

A família possuía uma lavoura pequena aonde Mello trabalhava quando criança, assim poderia ajudar na renda familiar. Em determinado momento, quando sua família viva uma crise financeira, pegou seu irmão Valentim e viajou para os EUA onde lá trabalhou na construção civil, Mello Tinha apenas 16 anos.

Aos 22 anos decidiu tentar a vida no Brasil, chegou aqui em terras tupiniquins no final dos anos vinte, onde conseguiu emprego de motorneiro do Bonde 50/90. Mas Àlvaro sempre foi conhecido como um cara honesto e inteligente, mas de cabeça muito esquentada, tanto que em pouco tempo de trabalho, em uma discussão com seu fiscal, aplicou um soco nele, acabou sendo despedido e voltou para Portugal, mas seria por pouco tempo.

Mello como trabalho do bonde e as finanças guardadas de época dos EUA decidiu voltar ao Brasil para ser um jovem empreendedor, logo em sua chegada comprou uma vila de casas em Olaria e alugou tudo rapidamente, mas teve problemas com um dos seus inquilinos e , cabeça quente como ele era, resolveu vender a vila e com o dinheiro investiu na compra da padaria Globo, junto com seu compadre , que logo saiu do negócio e deixou ele tocando só.
Nessa sua aventura pelo bairro de Olaria conheceu Judith do Rego Barros, filha do Manoel Francisco do Rego Barros, família esta dona de uma parte das terras de Olaria, família muito tradicional que ajudou e muito a realizar os sonhos de Mello. Os dois se casaram e tiveram duas filhas, Maria Rita e Leopoldina , mas essa união não teve muito tempo de felicidade e no final dos aos trinte houve a separação .

Nessa época Mello já era um comerciante conhecido na região, um prospero homem que quase jogou tudo fora por causa de seus temperamento.
No dia 15 de março de 1938, no tabloide “O jornal” noticiava uma tentativa de assassinato por parte do senhor Mello, segundo o jornal , o SR. Mello estava desconfiando de estar sendo traído ,pois sua esposa tinha uma amizade com o investigador Waldemar Luiz Bento., vivia vigiando sua esposa pelas madrugadas, quando no dia 14, entrou em sua cozinha e viu o homem conversando com sua esposa e num ataque de fúria atirou com uma colt 45 no investigador e tentou estrangular a mulher, mas foi impedido por vizinhos e depois pela força policial. Mello foi preso e condenado por dois anos de prisão.

A situação está tão ruim que Edith disse em entrevista ao Jornal:
- “Meu marido é o único culpado de tudo isso, casei-me por amor, quando ele era condutor de bonde, a pouco tinha chego de Portugal, mas ele queria apenas saber de dinheiro.”
Essa declaração de Edith mostra um Àlvaro ambicioso, que faria de tudo para crescer. Foi
Na época que ele foram casados, Mello comprou várias padarias pela região, crescendo muito como empresário e nas palavras de sua esposa fica bem claro que ele usou o prestígio e as verbas da família para conseguir sua rede de padarias.

Quando essa situação toda passou, Mello casou-se novamente, agora com uma de suas empregadas, D. Nizete que viveu com ele o resto da vida.

Empresário já bem sucedido, com várias padarias pela região, decidiu investir na construção civil. Seu primeiro empreendimento na área foi à compra de um grande terreno na praça do Carmo(entre Av..Brás de Pina e Estrada Vicente de Carvalho) no final dos anos 40, local esse que era um lugar pobre e vazio, sem atrativo algum, apenas um pequeno Vilarejo que, aos poucos foi sendo modificado pelo espírito empreendedor de Mello. Assim que construiu o edifício , comprou mais três terrenos e construiu lojas , apartamentos e um grande cinema.

Não satisfeito, fez uma sociedade com o melhor amigo, Wilson Xavier e com isso construiu várias lojas aos arredores das estações de trem da Leopoldina.
Mas como ele foi parar em Bonsucesso?

No início os anos cinquenta o bairro de Bonsucesso ainda preservava um aspecto rural, com poucas casas e quase nenhum comércio, o que fez Álvaro Mello ver uma oportunidade de expandir seus negócios, sendo assim construiu prédios na Avenida Teixeira de Castro n 10/51, Rua Bonsucesso n 280/290/101 e 440, Rua Cardoso de Moraes 173/118/80, todos esses prédio com até seis pavimentos. Depois construiu seu maior empreendimento, seu orgulho, até então o maior edifício do subúrbio carioca, na rua Cardoso de Moraes 221 com 14 pavimentos e praticamente todos os prédio na cor azul e branco, mas por que ?

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Alvaro é o primeiro da direita para a esquerda



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Àlvaro foi um grande presidente do Olaria, amava o clube de tal maneira que vira e mexe aparecia nas páginas de jornais brigando com todo mundo para defender seus clube, foi patrono e principal responsável pela obra do novo estádio da Bariri. O campo da Bariri era um campo feio e com condições precárias de jogo, o que provocou a exclusão do Olaria de várias práticas esportivas, foi quando Mello reformou todo o campo, mudou ele de posição , fez a arquibancada e chamou para a festa de inauguração o Presidente da CBD João Lyra Filho que, vendo o novo estádio, se viu na obrigação de recolocar o olaria nas competições. Ele amava tanto o clube que, depois de uma vitória no ano de 1958, ele pagou uma premiação aos jogadores do próprio bolso.


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presidente do Olaria, Àlvaro é o terceiro da direita para a esquerda

Álvaro foi tão importante para a região que o gerente do Unibanco, Wilson Xavier (seu melhor amigo) arrecadou fundos e mandou colocar um busto em homenagem a ele no entroncamento das avenidas Teixeira de Castro e rua Cardoso de Moraes. Mello sempre foi um cara importante e tinha acesso direto a autoridades políticas cariocas, era devota a santa Luzia, viajava muito e se tornou milionário. Ao final de vida ficou cego devido ao Glaucoma, parou de construir no ano de morreu em 1992 na Penha.  

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Serra da Misericórdia: Uma obra prima da natureza no meio do subúrbio


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A Serra da Misericórdia, uma verdadeira obra magnífica da natureza, abrange cerca de 43,9 km2 no município do Rio de Janeiro, e está localizada após uma faixa de baixada de aproximadamente 6 km a norte do Maciço da Tijuca e 3 km da costa oeste da Baia de Guanabara no ponto mais próximo de seu relevo: o bairro da Maré, é uma região geográfica enorme não ? .
O maciço da Misericórdia chega a aproximados 260 metros de altitude em seu pico culminante a Serra do Juramento (onde fica a comunidade do Juramento).  Estende-se por 27 bairros do subúrbio  carioca, entre eles: Abolição, Bonsucesso, Brás de pina(Bráz de Pina), Cavalcante, Cascadura, Complexo do Alemão, Del Castilho, Engenho da Rainha, Higienópolis, Honório Gurgel, Inhaúma, Irajá, Madureira, Olaria, Penha, Penha Circular, Piedade, Pilares, Ramos, Rocha Miranda, Tomás Coelho, Turiaçu, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos e Vista Alegre.

Antes da conquista da Área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana (APARU), estabelecida pelo Decreto nº 19.144, de 14 de novembro de 2000, não havia nenhum controle sobre a poluição dos bairros circundantes ao maciço da Misericórdia, as comunidades em volta do morro estavam invadindo o terreno rumo ao topo e destruindo o pouco que ainda restava da natureza nativa. Havia a presença de três pedreiras com suas jazidas de granito na região, com emissão do esgoto industrial na água dos rios da Serra da Misericórdia, que transportavam metais pesados e detritos orgânicos para a Baia de Guanabara. Com a perda da vegetação original, houve a destruição da estrutura do solo que é necessário à sua agregação e firmeza, causando a impermeabilização, ressecamento dos rios que dependem da vegetação e a aceleração da erosão e do assoreamento, pondo em risco muitas comunidades que viviam nas encostas.


 A Serra da Misericórdia é considerada parque e área de preservação ambiental desde 16 de dezembro de 2010, a partir do Decreto nº 33280, que nomeou o Parque Municipal da Serra da Misericórdia como Parque Municipal Urbano da Serra da Misericórdia ou Parque ecológico da Vila Kosmos, e estabeleceu seus limites. Na prática, o reconhecimento significa que o local será destinado ao lazer, à prática esportiva, à recreação em meio à natureza, à promoção da educação ambiental e à valorização das manifestações culturais e tradições locais, e a ações de proteção às áreas de reflorestamento, à fauna, às nascentes e mananciais de água existentes no local. Mas  até onde sabemos, mesmo depois do decreto, a serra não vem sendo fiscalizada como deveria e seu terreno perdendo metrôs a cada ano. Existe um projeto do governo do estado para revitalizar a região e criar um grande parque ecológico, com 25,5 mil metros quadrados, mais infelizmente isso jamais saiu do papel, ficando apenas obras de contenção de encostas.


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Existe uma lei que protege as áreas naturais, a fim de preservar ainda o que resta de bens naturais, essa lei é de número 19.144 de 16/11/2000.

Além das Pedreiras e mananciais de rios (hoje todos mortos), na serra abriga, pois ainda existe, o famoso reservatório da Penha, que abastecia praticamente toda zona da Leopoldina e Ilha do governador.


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No começo dos anos 30 e 40 existiam expedições pela serra, onde pessoas faziam trilhas e descobriam as belezas naturais. Isso só foi possível descobrir  devido a pesquisa que realizei em jornais antigos e um desses periódicos mostra uma reportagem sobre o assunto(Jornal do Brasil, 30 de Janeiro de 1941)

Alguém sabe por que Serra da misericórdia?
Como a história do Brasil no mostra, aqui foi uma colônia portuguesa e sabemos que a monarquia era ligada a religião católica, que teve um papel importante nas primeiras construções do recente local encontrado. O nome Serra da Misericórdia foi dado pela Santa Casa de Misericórdia, pois no início da exploração das terras da região da Penha, acabou adquirindo terras no local, assim dando o nome da serra.
As comunidades cresceram em sua volta devido a especulação imobiliária, pois já nas décadas de 40 e 50 , o Rio já tinha se tornado um local caro de se morar, quando uma família de baixa renda não tem condições de bancar aluguel vai para onde? Para os morros e assim começou a serra ser ocupada por comunidade.




sábado, 22 de abril de 2017

Uma casa chamada São Januário – 90 anos
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Introdução
O que representa um estádio para seu time de futebol? Define sua identidade? Define sua casa? Um local de celebração da história e da memória do clube?
Um time de futebol tem uma ligação muito especial com sua “casa”, é o lugar onde ele pode jogar com sua capacidade máxima, empurrado pela sua torcida, sobre olhos apaixonados de crianças e perto de seus domínios. Temos vários exemplos pelo Brasil eu nos mostra a relação time x estádio, como por exemplo Flamengo x Maracanã, Palmeiras x Parque Antártica , São Paulo x  Morumbi etc.
Mais o Gigante da colina tem uma relação muito mais profunda como time do Vasco, sua torcida. Nesse artigo vou bordar um pouco dessa relação time x estádio e apontar que não é apenas um estádio comum, é um marco histórico.
Vivemos muitas alegrias e tristezas, mais é nossa casa e nosso orgulho.


Uma carta contra o racismo

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Antes de iniciar o artigo em  sim ,gostaria de mostrar a vocês a que ponto chegou o racismo e a intolerância nos anos 20.O Vasco não foi o primeiro time a colocar negros e operários em campo, mais foi quem bancou e manteve seu time. No carioca de 1923(o primeiro dele na primeira divisão) com esse time mesclado conquistou o campeonato carioca de forma suprema-PTS.25J-14 V-12 E-1 D-1 GP -32 GC-19-e isso provocou uma revolta enorme na elite futebolística carioca , tanto que os clube se juntaram e criaram uma outra liga e excluíram o Vasco, foi ai que o presidente do Vasco escreveu uma carta à AMEA, que veio a ser conhecida como a “resposta histórica”, recusando a se submeter à condição imposta e desistindo de filiar-se à AMEA. A carta entrou para a história como marco da luta contra o racismo no futebol.


 Vamos ler :
Rio de Janeiro, 7 de Abril de 1924.
Ofício nr. 261
Exmo. Sr. Dr. Arnaldo Guinle
M.D. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos

As resoluções divulgadas hoje pela imprensa, tomadas em reunião de ontem pelos altos poderes da Associação a que V.Exa tão dignamente preside, colocam o Club de Regatas Vasco da Gama numa tal situação de inferioridade, que absolutamente não pode ser justificada nem pela deficiência do nosso campo, nem pela simplicidade da nossa sede, nem pela condição modesta de grande número dos nossos associados.
Os privilégios concedidos aos cinco clubes fundadores da AMEA e a forma por que será exercido o direito de discussão e voto, e feitas as futuras classificações, obrigam-nos a lavrar o nosso protesto contra as citadas resoluções.
Quanto à condição de eliminarmos doze (12) dos nossos jogadores das nossas equipes, resolve por unanimidade a diretoria do Club de Regatas Vasco da Gama não a dever aceitar, por não se conformar com o processo por que foi feita a investigação das posições sociais desses nossos consócios, investigações levadas a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa.
Estamos certos que V.Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno da nossa parte sacrificar ao desejo de filiar-se à AMEA alguns dos que lutaram para que tivéssemos entre outras vitórias a do campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro de 1923.
São esses doze jogadores jovens, quase todos brasileiros, no começo de sua carreira e o ato público que os pode macular nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que eles, com tanta galhardia, cobriram de glórias.
Nestes termos, sentimos ter que comunicar a V.Exa. que desistimos de fazer parte da AMEA.
Queira V.Exa. aceitar os protestos de consideração e estima de quem tem a honra de se subscrever, de V.Exa. At. Vnr. Obrigado.

(a) Dr. José Augusto Prestes.

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O santo São Januário
São Januário, ou Gennaro em italiano, viveu no final do terceiro século. Januário chamava-se Prócolo e pertencia à família patrícia dos Ianuarii. Ainda jovem, graças às suas atitudes de fé e caridade, foi nomeado Bispo da cidade de Benevento, vizinha de Nápoles, da qual se tornou patrono. Ele é venerado como santo e mártir tanto pela Igreja Católica Romana como pelas Igrejas Católicas Ortodoxas.
Naquele tempo, quando a Igreja e os cristãos eram perseguidos pelo império romano por causa de sua fé em Jesus Cristo, Januário estava preparado para o martírio. A palavra mártir vem do grego e quer dizer testemunha. Assim, Januário preparava-se para testemunhar seu amor a Jesus Cristo com a própria vida se fosse preciso. Como Bispo, ele foi um homem zeloso, conhecido pela grande bondade e pela sabedoria. Mas, então, como previsível, ele foi preso pelas forças romanas.
No ano 304, o imperador romano Diocleciano desencadeou a última e também a mais violenta perseguição contra a Igreja. São Januário foi jogado, juntamente com seus diáconos, na arena da pequena cidade Pozzuoli. A arena, claro, estava cheia de leões famintos. O povo que assistia ao espetáculo espera ansiosamente por ver o sangue dos cristãos derramado pelos leões. Todavia, ao se aproximarem do grupo, os animais ficaram dóceis e passaram a lamber os pés do Santo.
Acontecera como a Daniel, o profeta. As feras não os atacaram. O povo ficou pasmo, pois sabia que os leões estavam famintos. Muitos dos que estava na arena se converteram ao verem que aqueles homens eram protegidos pelo próprio Jesus. Então, por ordem de Diocleciano, o último imperador que perseguiu os cristãos, eles foram decapitados em 305.


O estádio


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Na época da exclusão do Vasco , os times alegaram duas situações : a presença de muitos negros de situação duvidosa e a falta de um estádio para jogar, já que o Vasco jogava no em Andaraí ( o mesmo campo que tempos depois pertenceu ao América).Como o Vasco se recusou a mandar seus 11 jogadores negros embora e como não tinha dinheiro para construir um estádio , foi expulso da liga, na verdade os times insatisfeitos com o Vasco fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos ( AMEA) e o Vasco junto com outros times menores ficaram na Liga Metropolitana de Desportos Terrestres(LMDT).

Um fato interessante também de se ressaltar é que o Vasco naquela época pagava uma espécie de “salário” a seus jogadores, mais  uma ajuda de custo para jogar e isso também gerou revolta, principalmente entre Flamengo e Fluminense que questionaram essa situação , foi ai que o presidente do Vasco começou a pagar seus jogadores com “bicho”, galinhas, porcos, etc.. Daí nasceu a expressão “pagar o bicho” no futebol.
O Vasco precisava de um estádio, mais da onde tirar a quantia gigante para pagar? Foi ai que a torcida junto com os comerciantes da localidade fizeram uma arrecadação, uma “vaquinha” para o clube poder juntar o dinheiro .

             Em pouco tempo foram arrecadados Cr$ 690.895,00,5 o suficiente para a compra de uma grande área em São Cristívão, de 65.445m². Feito isso, foram arrecados mais aproximadamente Cr$ 2.000,000.Co isso, os dirigentes compraram o terreno de 65.445 m² no bairro de São Cristóvão, que pertencia a Carlos Kuenerz e sua esposa Margarida Kuernerz, e que, segundo alguns historiadores, pertenceu a Marquesa de Santos, amante de Dom Pedro I, mas outras fontes descartam essa informação.

A escritura de compra e venda do terreno foi sacramentado em 28 de março de 1925 e a partir desse momento os dirigentes iniciaram os trabalhos de construção do Estádio.

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Durante a construção, um problema: presidente da República, Washington Luís se negou a autorizar a importação de cimento belga – já utilizado no Jockey Club. Sem aquele tipo de cimento, necessário para uma obra daquele porte, foi-se usada uma solução criativa e útil: uma mistura de cimento, areia e pedra britada. Estima-se que pelo menos 6.000 barris de cimento e 252 toneladas de ferro foram usadas na obra.
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Então, foi no dia 21 de abril de 1927 que o Estádio foi inaugurado num jogo entre Vasco X Santos com o placar de 3x5 para o Santos. Primeiro Gol: Evangelista (Santos) aos 19 minutos do 1º tempo. Primeiro Gol do Vasco: Negrito, de cabeça, aos 44 minutos do 1º tempo .Capacidade: Aproximadamente 30 mil espectadores.

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Sabia que a expressão “gol olímpico” nasceu no São Januário?
Sim, num jogo entre Vasco x Wanderers do Uruguai, o jogador do Vasco Santana, bateu o escanteio direto para o gol e o fez, como o time era do Uruguai que era o campeão olímpico , o gol foi batizado com o mesmo nome.
1-      De 1927 a 1950: Maior estádio do Rio ( Até a construção do Maracanã)
2-      1927 a 1940: Maior Estádio do Brasil ( até a construção do Pacaembu)
3-      1927 a 1930: Maior estádio da América do Sul ( até a construção do Centenário-URU)
São Januário também já foi usado como local de desfiles das escolas de samba e foi lá que o Presidente Vargas anunciou as primeiras leis trabalhistas.
Estádio nos trouxe títulos e tristezas , mais sempre o amaremos pois é nossa casa, é nossa conquista , é nosso amor .

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Entrevistas retirados do Lance net:
MAURO GALVÃO - Referência na defesa do Vasco entre 1997 e 2000
Lembro da primeira vez que cheguei a São Januário para jogar no Vasco, e logo senti uma atmosfera muito legal. É um estádio com clima diferenciado, acolhedor. Parece um estádio europeu, daqueles mais antigos. Desde que eu cheguei ali senti que era o lugar propício para a gente lutar pelas vitórias e pelos títulos. Então, ali, com a união da nossa torcida, conseguimos que o nosso time ganhasse muitos títulos, um ciclo muito importante na história do Vasco.

CARLOS GERMANO - Titular na meta entre 1992 e 1999 no Vasco
São Januário foi a minha casa durante 7 anos. Morei debaixo das arquibancadas, na Pousada do Almirante, onde cheguei com 14 anos e saí praticamente com 20. São Januário me abrigou. A gente viu o clube crescer, não tinham aquelas quadras, eram campos de terra. Vimos o clube se transformar, e são as melhores lembranças. Desejamos ao Vasco mais 100 anos de vida, mil anos. Um clube maravilhoso e um estádio maravilhoso, com muita história, construído pelos torcedores. Então, parabéns para esse estádio maravilhoso e que faz parte da minha vida.

HENRIQUE - Herói no Brasileiro de 2004
Vivi oito anos no Vasco, morei debaixo da concentração de São Januário. Sempre foi um clube altamente estruturado, com alimentação de qualidade. Agora, tantos anos depois, vejo que o estádio está bem diferente, com mais conforto para os torcedores, e isto é fundamental para o clube. Meu momento mais marcante em São Januário, sem dúvida, foi o gol da vitória do Vasco sobre o Atlético-PR, por 1 a 0, que livrou a equipe do rebaixamento em 2004. São Januário estava cheio, eu vi quase 30 mil pessoas emocionadas, e na época quando encontravam na rua, me abraçavam por ter feito aquele gol. Até hoje, guardo com muito carinho este momento.


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 festa de natal em são Januário -1927

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 Presidente Vargas no Getúlio Vargas


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São Januário sediou o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro em 1943 e 1945